Este foi o assunto que tive com uma amiga que queria aplicar R$ 10.000,00 a curto prazo (60 dias). Onde investir?
Bolsa neste mar em fúria, nem pensar! (Títulos do governo ficaram de fora da análise, por opção pessoal.)
Partimos para a análise dos famosos CDBs pré e pós-fixados e, porque não, da mais conservadora de todas as aplicações: a poupança.
Teoricamente o CDB pós-fixado seria uma boa pedida, com a SELIC subindo todos os meses, mas na prática não é bem assim.
Calculando o CDB pré-fixado:
Unibanco informa rendimento de 1,68% a.b. para esta aplicação, porém, sobre o lucro incidirá 22,5%. Logo, ao final dos 60 dias, minha amiga teria R$ 10.130,20.
No CDB pós-fixado:
Unibanco paga 77% da taxa de juros mensal, ou seja, como não temos com prever a taxa de juros exata, fizemos uma estimativa otimista: 1,20% em novembro e 1,25% em dezembro. Ao final do prazo, ela teria acumulado R$ 10.137,96 já abatendo o imposto de renda.
Poupança:
Estimamos o rendimento de 0,70% no primeiro mês e 0,72% no segundo mês. O resultado foi R$ 10.142,50.
Conclusão: Para investimentos conservados de até 120 dias, a boa e velha poupança ainda é a mais segura. Acima deste prazo, o CDB pós-fixado já pode ser recomendado. O CDB se torna mais atraente principalmente em prazos acima de 180 dias, afinal quanto maior o prazo da aplicação, menor a mordida do leão.