Em tempos de créditos e consumo abundantes, deparamo-nos com a cidade de São Paulo com um trânsito praticamente travado, todo santo dia e pessoas adquirindo mais e mais carros.
Este é apenas um dos exemplos de consumo que impactam diretamente na cidade, mas há outros que poderão ocorrer futuramente, mas que ninguém está se dando conta disto. Um amigo guru diz que é bem provável ocorrer uma recessão imobiliária no país com tanta gente comprando imóveis de longo prazo.
A questão não é comprar, pois os bancos têm a resposta fácil, mas como pagar.
Já ouvi muitas pessoas afirmarem que “a gente faz prestação, porque só assim conseguimos ter as coisas.” Sinto dizer que é a mais pura... verdade! O brasileiro faz dívida porque não tem cultura de guardar para comprar depois, tudo aqui é imediato. Compra imediata, carnê imediato e, para quem gasta além da conta, SPC imediato.
Por que digo que esta afirmação é a mais pura verdade? Troque a palavra “prestação” por “investimento” ou “poupança”. A diferença entre fazer prestação e fazer poupança não está apenas no período de aquisição do bem, onde um é imediato e o outro leva um certo tempo, mas principalmente no valor real que você paga pelo seu imediatismo e o valor real que irá economizar pela sua paciência.
Se o meu guru estiver certo, e eu participo da mesma opinião que ele, vá investindo mensalmente a futura parcela da sua casa própria. Quem sabe daqui alguns anos, você compre a casa dos seus sonhos por um preço muito abaixo do mercado e acabe com o pesadelo do proprietário que não sabe mais como pagá-la?
Pensando assim, creio que paciência realmente vale ouro!

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